terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alunos 1M7 Landulfo Alves

Alunos da Sala 1M7
Adenilton Adson Elienildo
 Giovane 



Adenilton



Adson


 Lucas
Cristiã











Grupo 1 da sala 1M7 - BARROCO
Giovane
Cristiã
Adson
Adenilton
Lucas
Claudson 
Elienildo

Trabalho dedicado a professora Juno Rocha (português) do Colégio Estadual Landulfo Alves, Sobre o Barroco.

Salvador

Pontos turísticos

O Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, a Marina e o Forte de São Marcelo vistos da Cidade Alta.
O Mercado Modelo localizado na praça Cairu visto de cima.
Entre os pontos turísticos mais conhecidos estão:
  • Mercado Modelo: uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador, abriga duzentas e sessenta e três lojas que oferecem grande variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia.
  • Elevador Lacerda: um dos principais pontos turísticos e cartão-postal da cidade, liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.
  • Pelourinho.
  • Igreja de Nosso Senhor do Bonfim: construída em estilo neoclássico com fachada em rococó.
  • Farol da Barra: localiza-se na antiga ponta do Padrão, no litoral da capital baiana.
  • Parque Metropolitano da Lagoa e Dunas do Abaeté: mantido sobre proteção ambiental, conta com uma das lagoas mais famosas do Brasil: a lagoa do Abaeté.
  • Ponta de Humaitá: localizada em um dos locais mais visitados da Cidade Baixa, conta com belezas naturais.
  • Farol de Itapuã: construído no século XIX, fica encravado entre pedras, na praia de Itapuã.
  • Alto de Ondina: onde se encontra o Jardim Zoológico.
  • Marina da Penha.
  • Solar do Unhão: o engenho, construído no século XVII, abriga atualmente o Museu de Arte Moderna da Bahia.
  • Dique do Tororó: lagoa artificial, localizada no bairro do Tororó.
  • Parque da Cidade: conta com cerca de 720 mil m² de área verde. É um local de preservação da Mata Atlântica, vegetação original da costa brasileira.
  • Parque Metropolitano de Pituaçu: parte do paque é coberto por mata atlântica, sendo a maior área verde de Salvador.
  • Forte de São Marcelo: erguido sobre um pequeno banco de arrecifes a cerca de 300 metros da costa, destaca-se por se encontrar dentro das águas.
  • Parque de São Bartolomeu: área de preservação ambiental, conta com uma extensa reserva de mata atlântica.
  • Jardim Botânico.
  • Feira de São Joaquim.
  • Fonte Nova: principal estádio de futebol da cidade.

Salvador Bus

Marina da cidade.
Em outubro de 2007, foram instaladas rotas turísticas em ônibus de dois andares para a cidade de Salvador, seguindo o padrão de outras cidades turísticas do mundo. A expectativa é que o serviço, denominado Salvador Bus, comece a funcionar na segunda quinzena de novembro de 2007, percorrendo cinco rotas turísticas:

Diamantina

Cachoeira das fadas


Possui aproximadamente 30m de queda livre, com águas cristalinas e cercada com densa vegetação.

Sítio Arqueológico de batatal


Composto por pinturas rupestres, que data da época dos “homens das cavernas”. Possui uma beleza exuberante, onde o visitante poderá curtir a paz do lugar.

Cachoeira do Barão


Possui 5 metros de queda livre, com poço não muito profundo e de águas cristalinas.


Gruta do Monte Cristo
 
Gruta em quartzo muito bonita, que também serviu de cenário para várias histórias.

Passadiço


A Casa da Glória constitui antigo conjunto formado por duas casas separadas pela rua e ligadas por um passadiço.

Tiradentes

Maria Fumaça


Foi construída em 1881, num belo passeio margeando o Rio das Mortes, e com vista para a serra de São José, ela liga as cidades de Tiradentes e São João.

Ponte de Pedra


Foi erguida no século XVIII, em 1703, para dar acesso ao lugar chamado de Santo Antônio do Canjica.


Matriz de Santo Antônio


A construção se deu em 1710, é considerada a segunda igreja mais rica em ouro do Brasil. É sem dúvida um dos mais belos templos da arte Barroca no Brasil.

Sabará


Capela da Soledade


Ela apresenta linhas rústicas, de acabamento pobre, não falta sequer dependências de uso doméstico.

Ruínas do Solar Melo Viana


Era uma bela construção, que com a degradação do tempo ficou só na lembrança. As ruínas representam parte de um período da
história.

Capela N.Sra. do Rosário


Sua característica arquitetônica é a torre central, semelhante à Igreja de N. Senhora do Ó.


Casa Azul


Essa construção pertenceu ao Padre Antônio Corrêa. Internamente tem pinturas no teto, a exemplo da Sola do Padre Corrêa. É um excelente lugar para propiciar contato com a história da cidade.

Principais Pontos Turísticos

Igrejas
Destacam-se na cidade, dentre outras, a Catedral Basílica de N.S. do Pilar (construída em 1721)e as igrejas da Ordem Terceira de São Francisco de Assis (construída em 1774), de N.S. do Carmo (datada de 1713), das Mêrces (construída em 1853), do Rosário (datada de 1719), do Nosso Senhor do Bonfim (construída em 1769), de Santo Antônio (datada de 1764) e algumas capelas como a do Senhor dos Montes - construída em 1840 e de Nossa Senhora da Piedade - datada de 1741.
O estilo da maioria destas igrejas obedeceu ao que se denomina barroco mineiro onde salienta-se a opulência dos altares dourados e a profusão de detalhes arquitetônicos e ornamentais.
Os sinos de São João del Rei com seus toques e dobres têm mantido uma linguagem peculiar ainda conhecida de muitos sanjoanenses. Desde os tempos coloniais, os sinos de São João del Rei se transformaram em verdadeiras Gazetas de Bronze e, diariamente, noticiam os acontecimentos religiosos.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Construída em 1713.
Museus
• Casa de Bárbara Heliodora
• Museu Regional do SPHAN
• Museu de Arte Sacra
• Museu John Somers
• Museu dos Ex-combatentes
• Museu Municipal Tomé Portes Del Rei
• Museu Ferroviário
Memorial Presidente Tancredo Neves
São João del Rei orgulha-se de seu filho ilustre e agradece àqueles que vierem visitar este memorial, movidos pela admiração, pelo respeito, sensibilidade e fervor cívico.
Edifício da Prefeitura Municipal
Construído no ano de 1849
Ponte da Cadeia
Localizada sobre o córrego do lenheiro, nas imediações da Prefeitura Municipal. Foi a primeira ponte de pedra construída.
Ponte do Rosário
Toda em pedra, Com três arcos plenos, foi construída em 1800.
Chafariz da Legalidade
É o último remanescente chafariz público da cidade, em pedra. Foi construído em 1834.
Obelisco
Comemoração do Centenário da Cidade - datado de 1938.
Monumento ao Cristo Redentor
Com bela vista da cidade.
Maria Fumaça
Viagens turísticas nas sextas-feiras, sábados, domingos e feriados à Tiradentes.

Ponto Turistico Mariana

Câmara dos Vereadores e Antiga Cadeia
Igrejas em Mariana
A cidade tem vários pontos turísticos, sendo os principais:
  • Praça de Minas Gerais, onde se encontram três monumentos históricos da cidade, a antiga Casa da Câmara e Cadeia, Igreja São Francisco de Assis e Igreja Nossa Senhora do Carmo.
  • Catedral da Sé, uma das maiores igrejas da cidade e a mais importante, localizada na Praça da Sé, a praça principal da cidade e também um ponto turístico.
  • Museu Arquidiocesano de Arte Sacra - funcionando na mais bela construção de Mariana e que possui um dos mais ricos acervos de arte sacra do Brasil.
  • Museu da Música de Mariana - funciona no Centro cultural Dom Frei Manuel da Cruz (antigo Palácio dos Bispos). Único museu deste género na América, possui em seu acervo documentos, partituras, impressos dos séculos XVIII ao XX, além de uma exposição permanente em que o visitante não vê somente, mas sente a música.
  • Prédio da Cúria - Arquidiocese de Mariana.
  • Rua Direita, onde se encontram as casas mais antigas da cidade, com sua arquitectura conservada.
  • Antigo Seminário, actual campus do ICHS (unidade da UFOP).
  • Seminário Maior São José - bela construção em estilo neoclássico, com ajulejos no frontispício e pinturas de Pietro Gentili e Nobäuer na capela e salões.
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Mariana).
  • Igreja de Santo Antônio, a mais antiga da cidade.
  • Igreja de São Pedro dos Clérigos (Mariana), com sua arquitetura belíssima.
    Igreja de São Pedro dos Clérigos
  • Igreja Matriz Nossa Senhora da Glória, em Passagem de Mariana.
  • Minas da Passagem, muito importante para a economia da cidade no ciclo do ouro. Atualmente aberta a visitação.
Maria Fumaca que faz trajeto Mariana para Ouro Preto Minas Gerais
E também a Maria Fumaça, trem da Vale, que foi um projeto de parceria da Vale do Rio Doce com as Prefeituras Municipais de Mariana e Ouro Preto. O trêm turistico, que voltou a funcionar em Abril de 2006, está fazendo um grande sucesso e atraindo turistas de vários pontos do país. A Estação Ferroviária de Mariana foi totalmente revitalizada e hoje também é um ponto turístico da cidade, e funciona também como uma biblioteca e mídia para a população.

Ponto Turistico Ouro Preto, Olinda e Recife


humanidade.
O título lhe foi conferido, pois nunca perdeu os aspectos da arte barroca em seus museus e igrejas, nem tampouco teve a estrutura da cidade modificada, mantendo as casas em estilo colonial, as ruas de pedras e paralelepípedos, estreitas e abruptas.
A rodovia de melhor acesso à cidade é a BR-040 seguindo depois pela BR-356. Para quem vem de São Paulo, o melhor caminho a seguir é pela BR-381, sendo que no trevo de Lavras deve-se seguir pela BR-265, no sentido Barbacena, sendo possível pegar a BR-040 mais adiante.
Todos esses aspectos culturais e históricos estão estampados pelas ruas da cidade, que é muito visitada em finais de semana e feriados.
A estrutura da mesma comporta uma rede de hotéis de alta qualidade, podendo receber grande quantidade de turistas de uma única vez.
Dentre tantas atrações da cidade estão lojas de antiguidades, que são facilmente encontradas, podendo-se admirar objetos de grande valor artístico do barroco brasileiro.

 Olinda 

A Linda Catedral da Sé A Linda Catedral da Sé
  Foi a dois
Com uma beleza exuberante, o lugar encanta qualquer um, pertinho também tem uma feira de artesanato ótima! 


A Bairro Novo é subdividida por arrecifes que foram feitos para conter o avanço do mar. Possui alterações de profundidade exigindo atenção e cuidado dos banhistas, possui alguns trechos poluídos.
 A Praia Rio Doce é bastante freqüentada e contém vários bares e restaurantes a sua orla. É uma área de erosão marinha que favorece a entrada de banhistas e praticantes de esportes aquáticos. 

Recife
  Recife é uma cidade que respira cultura, museus, igrejas e institutos culturais fora a sua arquitetura belissíma. Recife guarda alguns paraisos escondidos como os bairros de Apipucos(onde viveu e está instalado a Fundação Gilberto Freyre) e Poço Da Panela, que parece um presépio com igrejas antigas e um lindo casario colonial bem preservado. Estes bairros estão fora do circuito turísticos mas tem excelentes bares, restaurantes e infra estrutura na Zona Norte a parte mais sofisticada da cidade, uma prova que os pernambucanos guardam o melhor para sí. 
Praia de Tamandaré é também outra opção pra quem gosta de mar calmo com água morna e cristalina com um verde intenso. Possui um paredão de recifes de corais a poucos metros da praia. Possui quiosques em sua areia para dar mais comodidade aos visitantes.
Conheça os principais pontos turísticos do Recife e planeje a melhor maneira de aproveitar a sua viagem.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma visita na Igreja de São Francisco

Fomos até la na Igreja de São Francisco

Giovane e Adson falaram um pouco da historia e o revestimento que a igraja possui.










Assistar o video a seguir:

 Conhecemos a Igreja toda, Cemitério, Sacristia, Obras, e em fim.

Teve muitos lugares que não pudemos capturar imagens nem vídeos sem autorização, mas pelo menos, muitas pesquisas fala sobre a Igreja.

Galeria Virtual

Postamos aqui videos, livros, músicas e cds que representa o BARROCO, tanto portugês como o brasileiro.
Videos Interessantes: Gregório de Matos de Ana Carolina
                                 As Bruixas de Salem
                                 O nome da Rosa

Livros: As missões de Júlio Quevedo
           Barroco de Suzy Mello
           Antologia Poética
           A vida é um sonho de La Barca
           Bom Juan
          O Burguês Redículo de Moliére

Músicas: Antônio Vivaldi
              Johann Sebastian Bach
              George Friederich Haendel
              Se eu quiser falar com Deus

Cd: Música do Brasil Colonial (Pe João de Deus de Castro Lobo)
Cd-Rom: Ouro Preto, guia eletrônico (ciclope/ cebrae-MG)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Barroco no Teatro

O teatro barroco herdou os avanços renascentistas na construção de cenários com perspectivas ilusionísticas, o que estava ligado à revivescência da arquitetura clássica. Arquitetos como Vincenzo Scamozzi, Sebastiano Serlio, Bernardo Buontalenti e Baldassare Peruzzi haviam participado ativamente da concepção de cenários de impacto realista, seja através de painéis pintados, o que era mais comum, seja com construções realmente tridimensionais sobre os palcos, e pelo fim do século XVI a cenografia se tornara uma parte importante na representação teatral. Ao longo do século seguinte adquiriu relevo ainda maior, e como os cenários teatrais não estavam sujeitos às limitações da arquitetura real, desenvolveu-se uma linha de cenários altamente fantasiosos e bizarros, onde a imaginação encontrou um terreno livre para se manifestar. À medida que os cenários móveis se tornavam mais complexos, da mesma forma evoluíam as casas teatrais, até então construções temporárias ou de proporções modestas. O primeiro grande teatro permanente fora erguido em Florença em meados do século XVI, e no século seguinte vários outros apareceram. O primeiro proscênio permamente surgiu em 1618 no Teatro Farnese em Parma, sob a forma de uma derivação de um arco de triunfo. Fixos, limitavam a visão do público à regra da perspectiva central, que correspondia simbolicamente à visão do governante, um reflexo da ideologia absolutista.
Também herança do Renascimento foram a presença amiudada de motivos clássicos e a concepção da ação numa unidade de tempo e espaço, que havia sido definida por Aristótelesópera, que foi concebida inicialmente como uma ressurreição do drama clássico grego, mas logo se desenvolveu para tornar-se a súmula de todas as artes, envolvendo representação, dança, música e um complexo aparato cênico para a produção de efeitos especiais. Também reservada de início às elites, logo se tornou apreciada pelo povo, fazendo imenso sucesso em quase toda a Europa. na Grécia Antiga. O resultado dessa regra foi a narrativa se desenvolver em um único local num mesmo dia, forçando a ação dentro destes limites rígidos. Essencialmente artificial, este tipo de teatro só encontrou apreciadores entre a elite italiana. Contudo, à medida que o Barroco progredia, estes parâmetros foram paulatinamente sendo abandonados, enquanto que na Inglaterra e Espanha, por exemplo, a tradição dos mistérios e paixões medievais continuava viva. No fim do século XVI nasceu um dos gêneros teatrais mais importantes, a
A despeito de sua rápida popularização e enorme prestígio entre a nobreza, chegando a deslocar o drama falado como o gênero favorito de teatro, a ópera como um gênero representativo enfrentava limitações sérias, além de ser regida por uma série de convenções. A dificuldade de se conseguir uma eficiência dramática com a ópera barroca derivava de vários fatores. Em primeiro lugar poucos cantores tinham verdadeiro talento como atores, e no mais das vezes sua presença em palco só se justificava pelas suas habilidades vocais. Em segundo, grande número de libretos era de baixa qualidade, tanto em termos de idéia como de forma, tendo seus textos reformados e adaptados infinitas vezes a partir de várias fontes, resultando em verdadeiros mosaicos literários. Em terceiro, a própria estrutura da ópera, fragmentada em uma longa sequência de trechos mais ou menos autônomos, as árias, coros e recitativos, entre os quais os cantores saíam e voltavam à cena várias vezes para receber aplausos, anulava qualquer senso de unidade de ação que mesmo um libreto excelente pudesse oferecer. As árias eram seções essencialmente estáticas, serviam acima de tudo para exibir o virtuosismo do cantor e faziam uma meditação altamente retórica, estilizada e formal sobre algum elemento da narrativa - cantavam um sentimento, planejavam uma ação, refletiam sobre algum acontecimento anterior, e assim por diante, mas não havia ação nenhuma. A trama era levada adiante somente nos recitativos, partes cantadas de uma forma próxima da fala, com acompanhamento instrumental reduzido a um mínimo. Os recitativos eram os trechos que o público considerava menos interessantes, vendo-os como necessários apenas para dar alguma unidade na frouxa e vaga coesão dramática da maioria dos libretos, e durante sua performance era comum que os espectadores se engajassem em conversas com seus vizinhos, bebessem e comessem, circulassem pelo teatro, enquanto esperavam a próxima ária. Destarte, as óperas da época podem bem ser consideradas peças de concerto com uma decoração visual luxuriante e apenas um esboço de ação cênica. No caso da França, porém, a situação era diferente. A ópera nacional francesa, chamada de tragédia lírica, como concebida pelo compositor Jean-Baptiste Lully e o libretista Philippe Quinault, tinha libretos de alta qualidade, uma perfeita adequação entre música e texto, e consistente desenvolvimento dramático, superando em popularidade os dramas falados até de Racine, que então estava no auge de sua carreira.

Barrocos e o Neobarroco

Já foi aludido antes que alguns autores, depois da proposição feita por Eugenio d'Ors, no século XX, consideram que o Barroco é um princípio constante na história da arte e da cultura, contrapondo-se periodicamente à tendência classicista, um princípio que enfatiza o drama, o contraste, a vitalidade, o exagerado, em oposição com o que define comumente o outro: a economia, o equilíbrio, a harmonia. Assim, por exemplo, a escola helenista de escultura já foi chamada de "barroca", para salientar sua diferença em relação à escola clássica. Da mesma forma, vários escritores modernos e contemporâneos têm acusado um retorno a princípios formais e estéticos "barrocos" ao longo do século XX, fazendo uso de recursos retóricos tipicamente encontrados nas artes visuais e literárias no século XVII que pouco se relacionam à tradição clássica. Gregg Lambert argumentou que um "design barroco" é visível na contemporaneidade quando se usa a metalinguagem e a intertextualidade, a "pintura dentro da pintura", ou o "texto dentro do texto". Michel Foucault enfatizou essa transformação epistemológica quando disse que no período moderno os limites da verdade já não se encaixam em categorias clássicas, significando que hoje existe uma forma de conhecimento que está constantemente se expondo à autoanulação pela mesma retórica pela qual este conhecimento se estrutura, quando a descrição artística da experiência real se aproxima da ficção e da paródia, quando toda a face da cultura assume um aspecto de farsa e encenação. A hipótese de um retorno ao Barroco se torna mais plausível quando se lembra que a própria definição do Barroco histórico até agora é muito mal estabelecida, e já foi suposto que o Barroco como uma entidade particular se trata mais de um artefato, uma ficção da crítica, do que uma realidade viva. Para Gilles Deleuze, Barroco é apenas um conceito, uma razão suficiente por si mesma, desvinculada da história, que pertence à mesma categoria que o conceito de Deus.
Raymond Williams defendeu a existência do Barroco contemporâneo, ou Neobarroco, como o chamam alguns, através da alegação de que todas as estruturas culturais apresentam traços residuais de épocas pregressas, opinião que é compartilhada com José Maravall e Frederic Jameson. Octavio Paz e José Lezama Lima encontraram características barrocas na poesia espanhola e latinoamericana recente, entre o fim do século XIX e o início do século XX muito da arquitetura eclética do período foi considerada barroquizante, com vários exemplos encontrados também na escultura, nas artes decorativas, na joalheria e na música, e Angela Ndalianis afirmou que o gosto atual pelo espetáculo e pelo ilusionismo - especialmente óbvios no sucesso que fazem o cinema e a televisão - pela multimídia e interatividade, e pelo o "princípio da abolição da moldura", que leva a forma a extrapolar limites convencionais, tipificam a produção artística contemporânea e são paralelos claros com a cultura do Barroco histórico. Henri Focillon também ecoou estas alegações quando disse que as formas independem do tempo e são recorrentes ao longo da história, e a corrente pós-moderna é classificada por alguns autores, como Omar Calabrese e Umberto Eco, como neobarroca.

Musicas

Entre os gêneros vocais teve um papel importante a forma policoral com estruturas antifonais, os chamados cori spezzati, desenvolvida por Andrea Gabrieli e Giovanni Gabrieli em Veneza, na passagem do século XVI para o século XVII, estabelecendo precedentes para os gêneros concertantes vocais e instrumentais e inovando nas técnicas polifônicas. Mas possivelmente a mais influente e seminal forma vocal a se desenvolver no Barroco foi a ópera, o mais ambicioso projeto de exploração dos efeitos dramáticos em música, com o auxílio de representação cênica e requintadas cenografias. Os precursores da ópera foram os florentinos Giulio Caccini e Jacopo Peri, cuja ópera Euridice (1600), composta conjuntamente, é a mais antiga que sobreviveu, mas o primeiro grande expoente foi o veneziano Claudio Monteverdi, que em 1607 apresentou seu L'Orfeo, seguido de várias outras composições importantes e influentes, como L'Arianna e L'Incoronazione di Poppea. Suas óperas, como todas as de sua época, fizeram face ao desafio de estabelecer uma unidade coerente para um paradoxo de origem - a tentativa de criar uma representação realista num contexto artístico que primava pelo artificialismo e convencionalismo. Para Ringer as óperas de Monteverdi foram uma resposta brilhante para esse desafio, estão entre as mais pura e essencialmente teatrais de todo o repertório sem perder em nada suas qualidades musicais, e foram a primeira tentativa bem sucedida da ilustração dos afetos humanos em música numa escala monumental, sempre amarrada a um senso de responsabilidade ética. Com isso ele revolucionou a prática de seu tempo e se tornou o fundador de toda uma nova estética que teve uma influência enorme em todas as gerações de operistas posteriores.
Enquanto Monteverdi desenvolvia a parte final de sua carreira em Veneza, Roma e Nápoles também patrocinavam uma rica atividade operística, introduzindo outras novidades: um uso mais frequente do coro, introdução de intermezzi dançados entre os atos, e a adoção de uma abertura em estilo de canzona. A ópera logo ganhou ampla aceitação, e o gosto popular passou a influir sobre os compositores, utilizando melodias populares e cenários suntuosos e engenhosos, com maquinismos cênicos para efeitos especiais e aberturas no estilo de fanfarras. O desejo da audiência por melodias facilmente memorizáveis e cantáveis possibilitou a progressiva distinção entre árias e recitativos.
No início do século XVIII fixou-se a fórmula da opera seria, cuja dramaturgia se desenvolveu em boa parte como uma resposta à crítica francesa daqueles que frequentemente era vistos como "libretos impuros e corrompedores". Como resposta, a Accademia dell'Arcadia, sediada em Roma, buscou retornar a ópera italiana aos princípios clássicos, obedecendo as unidades dramáticas de Aristóteles e substituindo tramas "imorais" por narrativas altamente moralistas, que buscavam instruir, além de entreter. No entanto, os finais quase sempre trágicos do drama clássico eram rejeitados, por motivos de decoro; os principais autores de libretos da opera seria, como Apostolo Zeno e Pietro Metastasio, acreditavam que a virtude devia ser recompensada, e mostrada triunfando. Os episódios cômicos e o balé, comuns na ópera francesa, foram banidos, mas foi o período áureo dos solistas vocais virtuosos, especialmente os castrati.
Ainda no século XVII ópera se difundiu para a França, onde se adaptou à tradição da tragédiabalé e formou a chamada tragédia lírica, que se tornou uma instituição nacional. Na França a abertura italiana se transformou em uma peça mais consistente, a chamada abertura francesa, com uma seção em fugatto. Os mestres da tragédia lírica foram Jean-Baptiste Lully e Jean-Philippe Rameau. Na Alemanha a ópera não foi tão popular, mas não obstante recebeu atenção em várias cidades importantes, como Hamburgo, Munique e Dresden. Na Áustria, Viena foi um grande centro operístico, e em toda a área germânica a influência italiana foi predominante, com destaque para os compositores Reinhard Keiser, Niccolò Jommelli, Georg Philipp Telemann e Johann Adolph Hasse. Na Inglaterra a situação era semelhante à da França, podendo desenvolver um estilo nacional com Henry Purcell e John Blow antes dos italianos, ou italianizados como Handel, dominarem a cena no século XVIII. e do
Os operistas napolitanos também ajudaram a desenvolver um outro gênero de música vocal dramática, a cantata, para voz solo com acompanhamento instrumental. Giacomo CarissimiMarc-Antoine Charpentier. Em virtude da progressiva diluição dos limites entre os gêneros sacros e profanos, logo a cantata foi adotada como veículo de temas religiosos, originando a cantata sacra. Nesta forma foi muito popular nos países germânicos, onde se tornou parte integrante do culto luterano. Seu maior cultivador foi Johann Sebastian Bach, mas também se dedicaram ao gênero Dietrich Buxtehude e Johann Kuhnau. Paralelamente à evolução da ópera, surgiram o oratório, o seu equivalente sacro, e a paixão, também semelhante. Emilio de' Cavalieri é tido como o fundador do oratório com sua Rappresentazione di anima e di corpo, estreada em Roma em 1600, e Carissimi, Alessandro Scarlatti, Heinrich Schütz e Georg Friedrich Handel deram importantes contribuições à expansão da forma. consolidou o gênero num modelo compacto, com duas ou três árias entremeadas de recitativos, forma levada adiante por vários outros compositores e introduzida na França por

Literatura

Especialmente depois das guerras e tumultos sociais e religiosos da primeira parte do século XVII, a literatura experimentou um grande florescimento em vários países, dando origem à literatura moderna. Na Itália apareceu a corrente Marinista liderada por Giambattista Marino, na Península Ibérica e colônias americanas, o Cultismo e o Conceptismo de Luis de Góngora, Francisco de Quevedo, o padre Antônio Vieira e Gregório de Matos. Na França foi a era de Molière, Racine, Boileau e La Fontaine; nos Países Baixos, a Idade de Ouro da poesia, com expoentes em Henric Spieghel, Joost van den Vondel, Daniël Heinsius e Gerbrand Bredero; na Inglaterra, propiciou-se o florescimento de uma poesia metafísica tipificada por John Dryden, John Milton, John Donne e Samuel Johnson.
Seu motivo onipresente foi o conflito entre a tradição clássica herdada do Renascimento e as novas descobertas da ciência, as mudanças na religião, novas aspirações e um desejo de experimentação. A herança clássica trazia consigo determinadas formas estéticas e padrões morais, mas ao mesmo tempo se fazia frente à necessidade cristã de rejeitar o modelo clássico por sua origem pagã, considerada uma influência corruptora e enganosa, e isso explica parte da rejeição do classicismo em boa parte do Barroco, um conflito que se estendeu para a área da educação, até então também pesadamente devedora dos clássicos e através da influência jesuítica vista como o principal e primeiro instrumento de reforma social.
Em termos estilísticos, a literatura barroca em linhas gerais praticou um culto exagerado à forma e ao virtuosismo no intuito de maravilhar o leitor, o que implicava o uso constante de figuras de linguagem e outros artifícios retóricos, como a metáfora, a elipse, a antítese, o paradoxo e a hipérbole, com grande atenção ao detalhe e à ornamentação como partes integrais do discurso. Também se popularizaram as literaturas vernaculares e aquelas centradas no cotidiano, cultivando temas naturalistas e de crítica social, como contrapartida ao idealismo cavaleiresco e nobilizante do Renascimento. São criados gêneros trans-naturalistas como a novela picaresca, com um grande exemplo no Simplicius SimplicissimusHans Jakob Christoffel von Grimmelshausen, ou a novela polifônica moderna, tipificada no Don Quixote, de Cervantes. A esta tendência anticlássica corresponde também a fórmula da comédia nova criada por Lope de Vega, e divulgada através de seu Arte Nova de fazer comédias neste tempo, rompendo com as unidades aristotélicas de ação, tempo, e espaço. A conquista da América deu lugar ao gênero das crônicas, entre as quais podemos encontrar algumas obras mestras, como as de Frei Bartolomé de las Casas e Inca Garcilaso de la Vega. de
Na poesia sacra se notabilizaram São João da Cruz, Soror Juana de la Cruz e Santa Teresa de Ávila. Ao longo do século XVIII os gêneros satíricos e sentimentais como os cultivados por Alexander Pope, Voltaire e Jonathan Swift, por exemplo, se tornaram favoritos, à medida que a influência da religião declinava, os ideais clássicos se fortaleciam novamente, se consolidava a sensibilidade do Rococó e o pensamento iluminista se tornava predominante.

Movimento Barroco no Brasil

O Barroco não surgiu de repente (1580 à 1756 em Portugal e 1601 á 1768 no Brasil), foi uma manifestação cultural que aos poucos se transformou em um Estilo de Época, aqui tentaremos passar o que nós aprendemos  sobre o barroco.
O Brasil ainda se estruturava sócio economicamente como país colônia de base açucareiro. Somente a Bahia e Pernambuco produziam alguma atividade cultural. O Barroco no Brasil  é marcado também pela expulsão definitiva dos franceses (1615) e pelas invasões holandesas, na Bahia (1624) e em Pernambuco (1630). O Nordeste passa por rápidas mudanças econômicas, por meio do contato com os holandeses, até sua expulsão, em 1654. Com o declínio da cana-de-açúcar, a hegemonia econômica transfere-se para Minas Gerais, onde há extração de minérios outra fonte de riqueza, que contribui para o desenvolvimento econômico.
O Barroco no Brasil foi o movimento artístico mais importante do per colonial, colocando em ascensão o catolicismo e a fé. Nasceu da crise de valores renascentistas, ocasionada pelas lutas religiosas e pela crise econômica vivida em conseqüência da falência do comércio com o Oriente. Inicia-se no Brasil em 1601, com a publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira. Estende-se por todo o século XVII e início do XVIII. Seu rebuscamento reflete o conflito entre o terreno e o celestial, o homem e Deus (antropocentrismo x teocentrismo), o pecado e o perdão, a religiosidade medieval e o paganismo renascentista, o material e o espiritual, que tanto atormenta o homem do século XVII. Surge uma tendência sensualista, caracterizada pela busca do detalhe num exagerado rebuscamento formal.
Podem ser notados dois estilos no Barroco literário:
Cultismo - caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante; a valorização do detalhe mediante jogo de palavras. Tem forte influência do espanhol Luís de Gôngora; no Brasil podem ser citados: Gregório de Matos Guerra e Bento Teixeira.
Conceptismo - marcada pelo jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, usando uma retórica aprimorada. O espanhol Quevedo foi um dos principais nomes desse estilo; no Brasil, tem-se como exemplo o Padre Antônio Vieira.
O Barroco é também chamado de Seiscentismo por ser a estética (isto é, todas as manifestações artísticas da época: música, escultura, pintura, arquitetura e literatura) dominante do século XVII (1600 a 1700 d.C).
A origem da palavra Barroco ainda é muito controvertida. Barroco é sinônimo de bizarro. Para os artistas plásticos isto significa mau gosto e até mesmo coisa absurda. Alguns especialistas afirmam que etimologicamente a palavra está ligada a um processo mnemônico (relativo à memória) que designava uma sofisma (silogismo aristotélico com conclusão falsa). Outros dizem que designa a um tipo de pérola de forma irregular, ou até mesmo um terreno desigual, assimétrico.
O estilo Barroco também é conhecido por outros nomes. Recebeu denominações particulares em alguns países:
Gongorismo: Espanha, pela influência do poeta Luís de Gôngora y Argote (1561-1607).
Marinismo : Itália, pela influência exercida por Gianbattista Marini (1569-1625).
Eufuísmo : Inglaterra, devido ao título do romance Euphes, or the anatomy of wit, do escritor John Lyly (1554-1606).
Silesianismo : Alemanha, por ter caracterizado os escritores da região da Silésia , que originou a Escola Silesiana.
Preciosismo: França, passou a chamar preciosismo o culto à forma rebuscada na corte de Luís XIV, o Rei- Sol.
O Barroco caracterizou-se por ser o primeiro estilo de época da literatura no Brasil. E Gregório de Matos Guerra, por representar o primeiro poeta efetivamente brasileiro.
É sob luzes e sombras que a arte barroca aparece, influenciada intensamente pelas tensões de sua época.
Autores de obras literárias do Movimento Barroco no Brasil:
  • Padre Antônio Vieira
  • Gregório de Matos
  • Bento Teixeira
  • Botelho de Oliveira 
O valor educativo lançado à arte barroca é percebido na dinâmica dos elementos trabalhados em suas principais obras. A tensão entre o medieval e o renascentista pode ser observada no uso de imagens austeras combinadas com a sofisticação dos ornamentos. Paralelamente, os itens acessórios tinham um valor narrativo onde o observador poderia identificar um santo e sua história através do dragão de São Jorge ou a chave dos céus carregada por São Pedro.

O aparecimento desses artistas no ambiente colonial indicava um período de relativa prosperidade material nas cidades e vilas que se enriqueciam graças aos recursos trazidos pela exploração do ouro, a partir do século XVIII. Em muitos casos, essa nova situação fazia com que mulatos e outras figuras marginalizadas do mundo colonial alcançassem prestígio ou um interessante meio de sustentação.

Dessa maneira, podemos ver interessantes situações históricas por meio do desenvolvimento de tal arte no Brasil. Uma das mais intrigantes se remete à formação de um mercado consumidor dessa arte de caráter fortemente religioso. As irmandades, igrejas e particulares eram os principais consumidores das construções arquitetônicas e imagens barrocas. Atualmente, o barroco possui grande valor histórico e estético e tem a maioria de suas obras concentradas em regiões do interior mineiro e no Nordeste.

    Barroco Na Bahia

    Salvador, a maravilhosa cidade histórica, berço da cultura brasileira, Patrimônio da Humanidade da UNESCO, possui o maior e mais importante conjunto arquitetônico Barroco do Brasil. Cerca de 80 igrejas barrocas e vários solares e casarões existem aqui. Salvador é uma cidade barroca, o espírito desta grandiosa época está vivo nela. O projeto Barroco na Bahia tem como finalidade revitalizar e estimular a música clássica em geral e sacra, em especial, na forma mais autêntica possível, executando-as nas principais Igrejas de Salvador.
      
     As principais atividades são os concertos dominicais (sempre às 11:00 h na Catedral, com, atualmente, mais de 940 concertos realizados), o Coro Barroco na Bahia (com 60 integrantes), o Canto gregoriano, atividades com o órgão de tubos na Catedral (2 teclados, pedaleira, 25 registros, 1550 tubos), oficinas e vários cursos de música, as montagens de óperas alemãs (entre 1997 e 2007 foram realizadas 11 óperas) e o Centro Cultural Barroco na Bahia (com uma sala para música de câmara "Sala Dom Lucas Moreira Neves" com um piano de cauda e um órgão de tubos, uma pousada, com vinte e cinco apartamentos bem decorados e o "Berlin-Café").

    quarta-feira, 27 de outubro de 2010

    Esculturas Barrocas de Autores Brasileiros

    Anônimo, São Francisco recebendo a Estigma (chagas), século XVII.
    Terracota policromada, 105 x 65 x 47 cm. Museu de Arte Sacra de São Paulo.

    Anônimo, Santo Elesbão, século XVIII. Madeira dourada e policromada, 120 x 105 x 50 cm.
    Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/Ministério de Cultura, Pernambuco.

     Santa Ana e Nossa Senhora Menina
    Madeira policromada, alt. 0,86m. Séc. XVIII
    Museu de Arte Sacra da Bahia

    Pinturas Barrocas de Autores Brasileiros

    Anônimo, Cena da Paixão de Cristo, século XVIII. Óleo sobre tela,
    203 x 152 cm. Coleção particular.


    Anônimo, Martírio da Virgem Santa Quitéria, século XVIII.
    Têmpera sobre madeira, 248 x 166 cm. Arquidiocese de Olinda e Recife,
    Convento de Santo Antônio, Pinacoteca de Igarassu.


    O Barroco e o Barroco Mineiro

    Barroco

    A arte barroca nasceu no início do século XVII, na Itália, e estendeu-se por toda a Europa e América Latina, onde se desenvolveu durante o século XVIII e início do XIX. Com o crescente alastramento do protestantismo, a Igreja Católica promove o movimento da Contra-Reforma, utilizando o barroco como principal instrumento de afirmação e persuasão da fé cristã. As novas descobertas, impulsionadas pelas grandes navegações realizadas por Portugal e Espanha, possibilitaram a forte atuação dos contra-reformistas, especialmente das missões catequéticas dos jesuítas, que se dirigiam às novas terras para o trabalho de doutrinação.
    Em suas origens, o barroco esteve associado a uma pérola disforme e irregular, evidenciando a idéia de exagero, mau gosto e falta de lógica em relação ao estilo clássico do Renascimento. A exuberância de formas e a dramaticidade são suas características principais. O barroco recuperou o gosto pelo pictórico, pela movimentação das formas e pelo jogo incessante de planos, revelando a dualidade intrínseca do homem da época, ligado aos ideais humanistas mas preso à realidade do Absolutismo e da Contra-Reforma. Mais do que um estilo artístico, expressou um modo de ser. Paradoxalmente, apelava para os sentidos e as paixões humanas e servia aos propósitos da doutrinação religiosa da Igreja Católica.

    Barroco Mineiro

    O barroco chega à América Latina, especialmente ao Brasil, com os missionários jesuítas, que trazem o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. Os primeiros templos surgem como uma transplantação cultural, que se utiliza de modelos arquitetônicos e de peças construtivas e decorativas trazidas diretamente de Portugal.
    Com a descoberta do ouro, estende-se por todo o país o gosto pelo barroco. Durante o século XVIII, quando a Europa experimenta as concepções artísticas do Neoclassicismo, a arte colonial mineira resiste às inovações, mantendo um barroco tardio mas singular.
    A distância do litoral e as dificuldades de importação de materiais e técnicas construtivas vão dar ao barroco de Minas Gerais um caráter peculiar, que possibilita a criação de uma arte diferenciada, marcada pelo regionalismo. A conformação urbana das vilas mineiras e a fé intimista, em que cada fiel se relaciona com seu santo protetor, viabilizam uma forma de expressão única, que se define como um gosto artístico e, mais do que isso, como um estilo de vida — um modo de ver, sentir e vivenciar a arte e a fé.
    Nesse contexto, surgem artistas que trabalham a partir das condições materiais da região, adaptando os ideais artísticos à sua vivência cotidiana. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde são os expoentes máximos dessa arte adaptada ao ambiente tropical e ligada aos recursos e valores regionais. Aleijadinho introduz a pedra-sabão em seus trabalhos escultóricos para substituir o mármore, e Ataíde cria pinturas similares aos apreciadíssimos azulejos portugueses, quando trabalham juntos na Igreja de São Francisco de Assis. É nesse sentido que o barroco desenvolvido em Minas Gerais ganha expressão particular no contexto brasileiro, firmando-se como Barroco Mineiro.

    Fases do barroco e retábulos

    O barroco pode ser dividido em três fases, segundo seus modelos de retábulos, construídos nas igrejas mineiras no período de 1710 a 1760.
     
    1ª fase

    Retábulo nacional português.
    Ocorrência: entre 1710 e 1730.


    Características principais: colunas torsas (ou retorcidas) profusamente ornamentadas com motivos fitomorfos (folhas de acanto, cachos de uva, por exemplo) e zoomorfos (aves, geralmente um pelicano); coroamento formado por arcos concêntricos; revestimento em talha dourada e policromia em azul e vermelho.

    Exemplo
    : Capela de Santana, Ouro Preto, 1720


    2ª fase
    Retábulo joanino
    Ocorrência: entre 1730 e 1760.



    Características principais: excesso de motivos ornamentais, com predominância de elementos escultóricos; coroamento com sanefas e falsos cortinados com anjos; revestimento com policromia em branco e dourado.
    Exemplo: Matriz de Nossa Senhora do Pilar em Ouro Preto.






     
    3ª fase
    Retábulo rococó
    Ocorrência: a partir de 1760



    Características principais: coroamento encimado por grande composição escultórica; elementos ornamentais baseados no estilo rococó francês (conchas, laços, guirlandas e flores); revestimento com fundos brancos e douramentos nas partes principais da decoração.
    Sofre influência do estilo francês dominante na Europa a partir da segunda metade do século XVIII. No Brasil, o rococó é uma das fases do barroco, por ter se desenvolvido paralelamente à sobrevivência desse estilo.
    Exemplo: Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto
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